Placenta Prévia – O que você precisa saber?

primeiro trimestre gravidez

Oi gravidinhas!

Quem aí já teve o diagnóstico de placenta prévia e ficou desnorteada? Calma!!! 🙂
Resolvi dar uma clareada no assunto pra vocês então e desfazer alguns pensamentos errôneos a respeito.

Como a placenta se forma?

Quando há a fecundação forma-se o embrião que vai sendo empurrado para dentro do útero e lá se implanta. O embrião, para se “prender” bem firme, vai se infiltrando na parede uterina, formando a placenta que nada mais é do que a comunicação de vasos (artérias e veias) entre o embrião e o útero materno.

O que é a Placenta Prévia?

A placenta pode ser formada em qualquer parte da cavidade uterina, mas quando se implanta próximo ao colo uterino (a saída do útero), passa a ser chamada de placenta prévia. A placenta prévia (PP) pode ser classificada da seguinte forma:

* PP Marginal: é quando a placenta se encontra a menos de 2,0 cm do orifício interno do colo uterino.
* PP Parcial: é quando a placenta toca o colo parcialmente sem obstruir o orifício interno do colo uterino.
* PP Total: é quando a placenta cobre todo o orifício interno do colo uterino, impedindo a passagem do bebê.

placenta prévia

Porque o diagnóstico de Placenta Prévia é tão importante?

A placenta prévia é um dos principais motivos de sangramento uterino durante a gravidez e pode colocar em risco o vida do bebê. O diagnostico definitivo é feito no terceiro trimestre já que, no decorrer da gestação, caso a placenta esteja muito baixa, ela vai “subindo” e se afastando do colo uterino em mais de 90% dos casos.

Já no terceiro trimestre não há mais como ela assumir uma nova posição, podendo causar sangramentos volumosos (em vermelho vivo) pela compressão pela  cabeça do bebê e pelas próprias contrações uterinas. Se o sangramento ocorrer durante o trabalho de parto, a situação é grave. A placenta prévia total, marginal e parcial são indicações de cesariana, pois o risco de uma hemorragia durante o parto é muito grande, colocando em risco a vida da mãe e do bebê.

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Quem tem mais risco de ter PP?

Algumas mulheres têm um risco maior de desenvolverem a placenta prévia:

1. Gemelaridade
2. Abortos espontâneos ou induzidos
3. Cirurgias uterinas (cesáreas ou retirada de miomas)
4. Tabagismo
5. Placenta prévia em gestação anterior
6. Tratamentos de infertilidade
7. Idade materna.

Como é feito do diagnóstico?

Durante todo o pré-natal, a placenta vai sendo acompanhada, claro, mas o diagnóstico definitivo só é feito no terceiro trimestre pelo exame de ultrassom obstétrico, preferencialmente o endovaginal, pois na maioria das vezes a cabeça do feto impede a sua visibilização pelo exame abdominal (por cima da barriga).

Considerações

Muitas vezes, durante exame do primeiro ou segundo trimestre o ultrassonografista já nota que a placenta materna está em posição baixa, próxima ao colo uterino. Até aí não há porque se desesperar pois como já disse, a placenta pode ir subindo com o passar da gestação. O importante é acompanhar em cada ultrassom.

Grande parte das gestantes que procuram o serviço de urgência no primeiro trimestre, apresenta sangramento proveniente de uma placentação baixa (ainda em formação). Outra grande parte se deve a pequenos sangramentos entre a placenta e o útero (hematomas subcoriônicos). Normalmente, nos casos de placenta baixa, o sangramento se apresenta como uma “borra de café” e em pouca quantidade. Já nos hematomas subcoriônicos o sangramentos são mais intensos, em sangue vivo, e oferecem mais risco ao bebê.

Uma vez constatada a placenta prévia, pede-se que a paciente evite a relação sexual (com penetração) e fique em repouso por tempo a ser determinado pelo seu obstetra.

Gostaram do assunto? Se ainda sobraram dúvidas podem perguntar que eu respondo! Um beijinho no coração! 

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