Excitação e disfunção sexual feminina


Oi meninas!!!

Acho que o assunto vai atrair muita gente como sempre… 🙂
Esse é um post totalmente científico, ok?

Mas qual a importância de saber das fases da excitação sexual?
O que tem de tão diferente?

Saber fazer sexo todo mundo sabe, mas quando alguma coisa não vai bem, todo mundo fica sem saber o que fazer e acha que o problema é seu. Então vamos lá.

Quais as fases da excitação sexual?

A resposta sexual se divide-se basicamente em quatro fases sucessivas, são elas:

Excitação: é o início de tudo, desde o olhar, a cantada, o cheiro e o toque que vão estimulando a lubrificação vaginal na mulher e a ereção no homem. No corpo ocorre aumento da pressão do sangue, contrações musculares, aumento da frequência respiratória e do ritmo cardíaco. O útero aumenta de volume e a vagina se dilata e alonga para receber o pênis.

Platô: acontece logo após a excitação e antes do orgasmo. O suprimento de sangue nos órgãos sexuais chega no seu ponto máximo. Quando há um aumento do fluxo sanguíneo tudo fica mais sensível. Para que a sensibilidade genital aumente é necessário, portanto, que haja mais sangue dentro dos órgãos genitais.

Orgasmo: é o ápice do prazer do ato sexual, com contrações rítmicas dos músculos que envolvem a vagina. Se a mulher conseguir se manter na fase de platô, ela pode ser estimulada alguns segundos após o primeiro orgasmo, para ter outros orgasmos.

Resolução: diminuem todas as respostas que aconteceram no corpo durante o ato sexual com a normalização da pressão arterial e o corpo atinge um estado relaxado e de plenitude.

Como tudo funciona?

A excitação sexual varia de mulher para mulher e mesmo individualmente, dependendo do momento. Às vezes o orgasmo pode ser intenso e explosivo e outras vezes menos intenso e mais rápido. O que influencia pode se dever a fatores físicos como o cansaço e também dos fatores psicológicos, como humor, relação íntima com o parceiro, expetativa e sentimentos envolvidos.

O orgasmo na mulher, diferentemente do homem, é uma resposta não só física, mas de todo o corpo, influenciado pelo bem estar físico e psicológico. Se houver qualquer problema nessa área pode haver dificuldade para se lubrificar ou atingir o orgasmo.

A maioria das mulheres precisa se liberar um pouco do stress e ansiedade do dia a dia para conseguir se satisfazer sexualmente, mesmo que para isso necessite de uma sessão de massagens ou de um banho numa banheira bem quente, para poder entrar no espírito 🙂

Já nos homens, como a estimulação sexual tem um fator quase que exclusivamente físico, a excitação sexual pode ser afetada pelo cansaço, consumo de álcool ou de drogas.

Disfunção sexual feminina

Nas mulheres, as principais disfunções sexuais estão relacionadas com a falta de vontade ou interesse pelo sexo. Elas podem ser afetadas por alterações hormonais ou estilo de vida excessivamente estressante que desmotivem o apetite sexual feminino. Nós, mulheres modernas e super trabalhadoras, podemos ter dificuldade de conciliar a vida profissional, sentimental, cuidar da casa e dos filhos e ainda ter tempo de ser a mulher maravilha pros nossos maridos.

A dificuldade da mulher de se sentir excitada ou alcançar o orgasmo são bem comuns, estando relacionados à falta de lubrificação vaginal ou estimulação sexual insuficiente, às vezes por inexperiência, causando dor durante o sexo. O vaginismo é uma disfunção que faz com que a relação sexual seja muito dolorosa ou mesmo impossível, devido a contrações fortes e involuntárias dos músculos que envolvem a vagina. Se algum passo da excitação sexual que expliquei acima, for negligenciado, a resposta sexual feminina pode estar comprometida. Como exemplo, as famosas “rapidinhas” que pulam a fase de excitação e vão direto pro ato… algumas mulheres não têm tempo suficiente para se lubrificar adequadamente…

De um modo bem direto, o homem tem apenas um “interruptor” para se excitar e a mulher tem vários, que necessitam de um sequência especifica.

Leia também:
* Vaginismo

As quatro principais disfunções sexuais femininas

1. Disfunção do desejo

É a diminuição ou ausência total das fantasias e vontade de ter relações sexuais. Sua origem pode estar associada a stress crônico, depressão, tabagismo, medicações que interferem na libido, etc. Existem também fatores físicos, como alterações hormonais (hipotireoidismo, diabetes), problemas na bexiga e nos músculos do assoalho pélvico.

Por outro lado, a incapacidade total de sentir desejo em qualquer momento durante a relação sexual serve de alerta. É necessário procurar ajuda médico, tanto de um ginecologista ou psiquiatra, caso seja necessário, para que o tratamento seja multidisciplinar.

2. Disfunção da excitação

É a incapacidade ou dificuldade de conseguir ou manter a lubrificação vaginal durante a relação sexual. Pode envolver causas físicas (disfunções hormonais, neurológicas, infeções urinárias e vaginites) e farmacológicas (consumo de determinadas medicações, principalmente antidepressivos.

Existe também as causas psicossociais, como é o caso da perda da libido, insegurança, ansiedade e medo, perda de intimidade com o parceiro, problemas familiares, etc. Esta disfunção pode ser diagnosticada pela história clínica da mulher durante a consulta com seu médico.

3. Disfunção do orgasmo

É a dificuldade de conseguir chegar ao orgasmo de forma frequente ou persistente, mesmo com estímulo sexual suficiente e lubrificação adequada. Suas causas podem ser físicas (problemas neurológicos, genéticos e hormonais), farmacológicos (consumo de antidepressivos), psicológicos (falta de confiança no parceiro, medo da separação e necessidade de ser amada). Infelizmente ainda não existe nenhum remédio específico para tratar essa disfunção.

4. Dor no ato sexual

A dor durante a relação sexual pode ser devido ao vaginismo, à dor nos próprios genitais (vulvodínea), impedindo o prazer sexual e também ser causada por fatores psicológicos, como agressividade, violência e submissão. Os fatores físicos podem incluir infeções vaginais e distúrbios hormonais.

Conclusão

A relação íntima entre duas pessoas é parte fundamental da relação, onde estão entrelaçados a confiança, cumplicidade e amor, claro! Como o orgasmo e a intimidade são partes fundamentais da relação entre o casal, nunca é demais valorizá-lo. Se você perceber que algo não vai bem ou você não tem se sentido sexualmente satisfeita, converse abertamente com seu parceiro e tentem identificar saídas para o problema juntos. Muitas mulheres não tem esse tipo de confidência com o parceiro e vão guardando tudo pra si, piorando ainda mais a situação. Então não se iniba, não esconda as suas preocupações e procure ajuda.

Espero ter ajudado de alguma forma!!!

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